Relato de Parto da Gabriela – Nascimento da Isabel
O inverno já havia chegado. Com 37 semanas a equipe de parto domiciliar começou a nos visitar. Eram quatro pessoas, Vânia, Joyce, Renata e Iara. Estávamos muito contentes com a nossa opção. Renato sempre teve muita certeza de que tudo ia dar certo, ele não tinha dúvidas de que o parto domiciliar era a melhor opção para todos nós, isso me ajudava muito.
No dia 6 de agosto completei 40 semanas, e a noite comecei a ter contrações sem dor e sem muito ritmo certo. Na manhã do dia sete liguei pra Joyce e ela veio até em casa me avaliar pra ver se eu estava em TP, mas era apenas uma preparação do meu corpo...para o grande dia. Na quarta feira comecei a ter algumas contrações com dor à noite, pareciam cólicas, não dormimos muito bem na noite de quarta pra quinta. Então na quinta feira de manhã eu liguei pra equipe e a Joyce veio até em casa, constatou 2cm de dilatação mas contrações ainda sem ritmo certo, e disse que poderia nascer naquele dia ou no dia seguinte! Não almocei muito bem e dormi pouco à tarde, pois já estava sentindo dor nas contrações. Caminhamos e no fim do dia a Vânia e a Iara vieram me examinar. Quando elas chegaram me examinaram e disseram que eu deveria chamá-las quando estivesse com contração de 5 em 5 minutos. Pronto, foi irem embora e começaram as contrações de 5 em 5 min ...eu disse para o Renato ligar pra elas voltarem. Eram umas 9 horas da noite. Na tentativa de achar uma posição confortável eu descobri que se sacudissem minhas pernas durante a contração eu relaxava...e assim foi. Descobri também que durante a contração se falassem pra eu relaxar, tipo relaxa os ombros, respira etc eu meio que despertava da contração e descontraía meu corpo. Então imagine só...escalei o Renato, meu companheiro, como representante oficial da minha técnica, aí era assim...quando vinha a contração o Renato tinha que sacudir minhas pernas e falar comigo. Quando ele parava de falar (lógico, às vezes ele se sentia meio maluco repetindo as mesmas palavras!!) parecia que doía mais...portanto...sacudindo e falando. E assim foi. Mais ou menos uma hora e meia depois chegaram Iara e sua filha Nina e a Renata. Passei umas 3 horas sentada no sofá (no esquema sacode pernas e fala), sentia dores no baixo ventre, tipo cólica bem forte, então colocamos uma bolsa de água quente lá, foi ótimo. Tentamos um escalda pés...mas não deu certo...eu queria que chacoalhassem minhas pernas durante a contração. Tentei depois a bola suíça como alternativa pra sair do sofá...mas meu negócio era sacudindo as pernas, não me encontrei na bola. Nesse meio tempo chegou a Larissa, uma amiga que veio colaborar. Iara sumiu com meu relógio, eu já não sabia mais quando viriam as contrações. Iara e Renata aplicaram um adesivo que tem um metalzinho em um ponto de acumpressão na minha canela (sei lá o nome dessa técnica!!) e após isso minhas contrações começaram a vir de 3 em 3 minutos, isso era 1:30 da madrugada. Bom, aí eu já não tava mais aguentando ficar no sofá no esquema sacode e fala. Levantei e resolvi andar com o Renato pela casa. Eu praticamente andava de olhos fechados, porque cada vez que eu tinha contração eu fechava os olhos...acho que era automático. E assim fomos, andando pela casa, abraçados, em passos de tartaruga. Durante esse período elas foram arrastando móveis, enchendo a piscina, guardando a louça da cozinha. Bom, aí já eram 3 horas da madrugada. Eu não tinha mais posição, resolvi tentar o chuveiro. Lá fomos eu e Renato pro chuveiro. Era inverno e eu coloquei o chuveiro no máximo, que chuveiro bom, a dor já não era mais no baixo ventre e sim lá embaixo das costas. Cada vez que a contração vinha eu me pendurava no Renato. Tentei novamente a bola suíça, definitivamente não foi dessa vez, a bola não era pra mim. Eu já não sabia mais de quanto em quanto tempo vinham as contrações, às vezes parecia que ela nem ia, ficava direto uma atrás da outra. Depois de exatamente uma hora no chuveiro, resolvemos sair. Pra colocar a roupa foi outra situação...tinha que esperar a contração passar pra colocar cada peça. Logo chegaram a Vânia e a Joyce, isso deveriam ser umas 5 da manhã. Outro exame, acho que eu estava com 8cm de dilatação. Nesse momento minha bolsa rompeu. Eu estava tão na partolândia que nem vi liquido nenhum. A partir daí eu fui pra piscina. As contrações vinham e eu sentia vontade de fazer força pra baixo. A água estava quente, bem quente, foi bom entrar na piscina. Relaxei, pensei até que as contrações tinham espaçado, mas que nada, acho que eu perdi a noção do tempo mesmo. Bom, daí pra frente fui fazendo força, de cócoras, com o Renato me apoiando por trás. O dia foi amanhecendo, os meus cachorros acordando e eu lá. Então numa forte contração saiu a cabeça da Isabel. Eu sinceramente nem consegui ver, estava tão envolvida com a história das contrações e de fazer força que nem notei que a cabeça dela estava lá. Na contração seguinte saiu o corpinho. Iara amparou Isabel. Eu, que naquele momento fiz a maior força da minha vida, demorei alguns segundos pra abrir os olhos e perceber que ela estava ali já...no meu colo, linda, forte, cheia de vérnix. Deu uma resmungadinha (pra mostrar que estava viva!!). Nasceu as 7:19 do dia 10 de agosto de 2007. Pesava 3,485kg e media 49cm. Apgar 9/10. Era tanta emoção, tanta novidade, na hora eu não sabia o que fazer, foi quando a Vânia me disse que não era preciso fazer nada. Éramos nós, no tão esperado momento, depois de tanto trabalho, o grande encontro. Fiquei mais uns 5 minutos dentro da água com ela, foi quando a Joyce sugeriu que eu saísse e fosse para o quarto pra verem como estava o sangramento, esperar a placenta e etc. Bom, eu que já estava de cócoras há um tempão, quase não dei conta de levantar. Isabel ligada a mim pelo cordão, só eu podia segurar. E lá fomos nós duas, praticamente guinchadas da piscina e amparadas até o quarto. Deitadas na cama, Isabel no meu colo, mamou pela primeira vez. Elas me limparam, saiu a placenta, e fizeram a sutura de uma laceração que tive no períneo. Renato cortou o cordão umbilical. Limparam Isabel, pesaram, mediram, fizeram alguns testes e colocaram uma roupinha nela. Eu estava muito cansada, fiquei deitada na cama, Renato acompanhou esse processo. Elas arrumaram tudo na sala. Trouxeram chocolate, assaram uns pães de queijo, tomei um suco de uva e comi um caju com melado. As enfermeiras ficaram mais um pouco, deram algumas orientações e foram embora. No dia seguinte a Iara veio aqui pra dar o primeiro banho e nos orientar. A Iara e a Renata vieram no dia da chegada do leite e “me salvaram” ordenhando o excesso e me ensinando a ordenhar. No décimo dia aproximadamente fizeram a última visita de muitas que aconteceram. Deu uma saudade, uma tristeza por não ser mais a grávida da vez. Uma vontade de eternizar esta lembrança, este momento lindo que foi o nascimento da nossa filha. Foi então que percebi que nossa filha Isabel é a lembrança viva de tudo isso. Conclusões: Sou grata por todo o carinho da equipe, que em gestos simples como segurar minhas mãos, arrastar um sofá, pegar uma água, colaboraram para que o parto fosse perfeito. No começo da gestação eu tinha medo de morrer na hora do parto. No dia do parto eu nem pensei nisso, mas talvez eu tenha “morrido” mesmo, só que de outra forma. Ou melhor...eu renasci. Não achei a dor insuportável, não pensei em anestesia e nem em ir para o hospital, pra mim tudo estava dando certo. O processo é muito envolvente, quando você vê já nasceu. Amei o parto domiciliar, o conforto de estar em casa, livre, com pessoas queridas. O pós-parto em casa foi ótimo. O acompanhamento na descida do leite foi essencial, importantíssimo. Ter com quem contar quando a gente sente a primeira contração, alguém que vem te examinar em casa...é tudo de bom. Eu e o Renato ficamos muito satisfeitos com a nossa escolha por este tipo de parto, foi uma experiência marcante, a mais emocionante das nossas vidas. Sem traumas. Só boas lembranças.
Relato do parto da Talia – Nascimento do Breno
Já conhecia Vânia e sua equipe antes de engravidar, e já tínhamos inclusive trabalhado juntas. Por isso, me senti muito confiante e confortável para chamá-las para o meu parto.
A evolução do meu processo de parto transcorreu naturalmente. Não tivemos, eu e meu bebê, nenhuma complicação ou problema. Estar em casa e atendida por elas me deixou muito tranqüila e sem nenhum receio de ser alvo de intervenções desnecessárias, ter minha privacidade invadida ou sofrer pressão de qualquer tipo. Esta sensação proporcionada pelo parto domiciliar planejado é maravilhosa, e ajuda o parto a acontecer com saúde.
Vânia, em uma de suas visitas pré parto, me disse que a natureza me capacitava para parir. Se eu a estava chamando, era para dar a mão nas horas em que eu sentisse dificuldades na travessia. E eu tive meus momentos difíceis, em que me atrapalhei e fiquei com medo de não conseguir trazer meu filho ao mundo. E as enfermeiras foram sempre muito competentes em sua atuação; delicadas comigo e minha família e souberam me estimular nas horas certas. Inclusive souberam não estimular, quando necessário, saindo da sala e me deixando a sós com meu companheiro e minha irmã. Este difícil jogo de estar presente e também dar espaço para a mãe ser livre é exercido com maestria por elas.
Sendo assim, eu sabia que, ao menor sinal de problema, estaria muito bem assistida e, na ausência deles, eu era livre. Eu sabia que era o centro, e elas também sabiam. Ocupei meu espaço de protagonista e me foi permitido fazê-lo. Em casa e com o atendimento da equipe Hanami, pude viver a minha experiência por inteiro. Elas respeitaram o meu tempo e meus desejos, me trataram com gentileza, sem críticas, julgamentos ou pressões. Ao mesmo tempo, estavam atentas ao processo, para agirem prontamente no caso de complicações. Senti-me muito segura. Antes do dia do parto, conversamos sobre minhas preferências, uma delas sendo ficar com o bebê em contato pele-a-pele logo após o nascimento dele durante bastante tempo, para só depois ele ser examinado, e aí voltar rapidinho para o meu colinho! Elas atenderam todos os meus pedidos. Eu fui mesmo a dona do meu parto e do meu corpo.
Com este profissionalismo e competência, além do amor que têm pelo trabalho que fazem, Vânia e sua equipe atendem sua clientela com resultados tão positivos. A atuação delas deixa suas clientes relaxadas, seguras e tranqüilas, o que se traduz em processos de parto saudáveis e naturais.
O nascimento de um filho fica com a mulher como uma de suas experiências mais incríveis. Eu me fortaleci com a minha, e sempre que falo no assunto, digo com muito orgulho: Eu tive meu parto em casa. Foi maravilhoso, e eu consegui!
Talia Gevaerd de Souza
O nascimento de Maria Flor foi uma festa....
Começou assim, com uma gravidez tranqüila. Fiz hidroterapia e fisioterapia a partir do terceiro mês. Na vigésima semana, por conselho do obstetra, comecei a fazer massagem com óleo de semente de uva no períneo, no mínimo 3 vezes por semana, disse que isso facilitaria a passagem do bebê sem lacerações. E assim foi, até a terça feira, dia 25/01/2005, quando recebemos uma visita da enfermeira “parteira”, ela me examinou, e para a nossa surpresa, as contrações estavam bem menos espaçadas e ela disse que o parto seria em breve. Depois que ela saiu, me deu uma vontade incontrolável de caminhar, já era tarde da noite, mesmo assim, eu e meu companheiro, Francisco, saímos de casa por volta das 23h30 para caminhar na Beira mar. A lua estava cheia no céu e refletia sua luz no mar, a noite estava muito agradável. Chegamos em casa e fomos dormir. Quando foi 6h00 da manhã, senti escorrer um líquido no meio das pernas, levantei, fui ao banheiro para ver as características, mas logo parou de sair. Sem cheiro ou cor, achei que poderia ser xixi, pois no final da gravidez, estava com o esfíncter vesical um pouco relaxado. Voltei a dormir. Às 7h00, de novo, a água escorreu, desta vez em maior quantidade. Definitivamente não era xixi. Acordei o Francisco e começamos a nos preparar para o grande dia, tomamos banho, arrumamos as coisas, tomamos um café da manhã reforçado e fomos ao consultório do obstetra. No consultório, ele diagnosticou uma ruptura alta de membrana. Pediu um ultra-som, que detectou um bebê de 3.600 gr, em posição cefálica (não encaixado ainda) e tudo normal. Ligamos de volta para o obstetra, que, muito atencioso, nos parabenizou pelo início do trabalho de parto, mas que ainda poderia levar um tempo.
Neste meio tempo, desde cedo a mãe do Francisco se preparava para pegar um vôo para Florianópolis e o pai dele estava na estrada, vindo de São Paulo, e os meus pais, que moram aqui, começaram a se organizar para participar também. Ligamos para a enfermeira, que começou a se preparar para atender o parto.
Nos encontramos perto da hora do almoço na casa dos nossos compadres Bia e Fred, que, gentilmente nos cederam a casa para o nascimento da nossa filha. Lá passamos uma tarde muito agradável, o céu estava azul, sem nuvens, e freqüentemente sentíamos uma brisa refrescante que vinha do mar. O parto evoluía lentamente, porém num ritmo regular, sem dor, fiquei a maior parte do tempo me exercitando na bola suíça, caminhando, relaxando, fazendo escalda-pés e recebendo acupuntura de um médico homeopata amigo da família que estava presente. As contrações estavam 4 em 10 minutos, às 19h00, estava com uma dilatação de 7 cm e ainda não havia sentido dor, estava achando isso um pouco estranho, mas estava bom assim.
Às 19h05 a enfermeira me examinou e a bolsa rompeu, saindo um líquido esverdeado claro, mecônio. Dali pra frente às contrações aumentaram, e eu comecei a sentir um desconforto que começava nas costas e irradiava para o centro da barriga, o Francisco ajudou muito fazendo massagem na região lombar, o que aliviava bastante a dor. Neste meio tempo, na sala, uma amiga preparava a janta para os amigos e familiares que estavam esperando a chegada da nossa filha. Parecia uma festa de interior, um ambiente muito familiar. Os pais do Francisco também chegaram a tempo para participar da festa. Fui na cozinha e tomei um pouco do caldo de mandioca que ela estava preparando, me deu uma boa energia para o restante do trabalho de parto.
Para aliviar as dores das contrações eu ficava na banheira com água morna, o Francisco sempre ao meu lado, vivemos momentos inesquecíveis juntos, de grande companheirismo. O tempo foi passando, a luz do sol se foi e deu espaço para as estrelas brilharem, junto com elas, nasceu a lua cheia.
À medida que a lua subia no céu, as contrações aumentavam. A luz da lua invadia a sala do parto, que tem uma parede grande com janelas de vidro. Às 22h30 a enfermeira fez um toque, pronto! Dilatação total, colo apagado, a criança está a caminho! A emoção começou a tomar conta das pessoas que estavam presentes. Instintivamente, cada um foi ocupando o seu espaço para assistir ao milagre da vida. Pessoas muito queridas para nós, entre elas, nossas mães, amigas, comadres... Eu me posicionei de cócoras apoiada no Francisco que estava sentado atrás de mim, compartilhando ativamente os meus esforços e me incentivando.
O silêncio foi se fazendo presente, ouvia-se apenas o som da música andina ao fundo, e inevitavelmente, os meus gemidos de força. As luzes foram desligadas, deixando apenas uma penumbra, e a forte presença da luz da lua. A enfermeira, sempre muito atenciosa, com o sonar ouvia o coração da nossa filha, que estava chegando para a vida. O som do coração dela ecoava na sala e ritmava o momento, que era dela. Coroou a cabecinha, pensei que não ia agüentar! Pedi para a parteira fazer um corte para ajudar a criança a sair, ela pediu a tesoura, pensei que ela iria fazer um corte no períneo, mas ela cortou um pedacinho do cabelinho da criança e colocou sobre meu coração, e disse: “Tá vendo Iara, este é o cabelinho da sua filhinha, faz mais uma forcinha que ela está nascendo!” Ela nos pediu para acariciar a cabecinha dela. Neste momento a emoção tomou conta do ambiente, na próxima contração que veio, ela nasceu, às 22h49. Rapidamente a parteira examinou a criança e colocou-a nos meus braços, ela não chorou, resmungou e se acomodou em meu seio. Deitei na cama com ela, enquanto a placenta dequitava, sem cortar o cordão, ela ficou em meu seio por 50 minutos, quando a placenta saiu espontaneamente. Depois disso, o Francisco cortou o cordão umbilical. Pronto, agora ela estava no mundo, e recebeu o nome de Maria Flor. Muita emoção neste momento, os familiares que aguardavam fora da sala do parto entraram para saudar a nova vida...o banho, dado pelas avós foi lindo, e muito significativo, envolta sob um pano, ela foi mergulhada na banheira com água morna e lá ficou relaxando, sendo acariciada e apreciada pelos familiares presentes. Para a minha alegria, ela passou direto, sem lacerações ou necessidade de episiotomia, uma criança de 3,600 gr e 49,5 cm.
E foi assim... uma festa, o nascimento de Maria Flor, que nasceu na nona lua cheia, exatamente na data provável do parto, dia 26/01/2005, em casa, junto com a família e os amigos. Resultado de uma gravidez tranqüila e um parto humanizado, visando o bem estar geral meu e da minha filha, ela é uma criança saudável, alegre, risonha, e muito, muito tranqüila. O parto dela foi o momento mais emocionante da minha vida. Recomendo o parto domiciliar assim, seguro e bem assistido por profissionais competentes que reconheçam, acima de tudo, a segurança da mulher e da criança.
* Iara Simoni Silveira Feyer Enfermeira
Nascimento de Íris Luna Toda vez que penso em meu parto e naqueles momentos fico emocionada, não tem como ser de outra forma pois é mágico e diferente de tudo que já vivi. Desde as primeiras contrações até o nascimento foi tudo muito intenso e um turbilhão de sentimentos me confundiam, eu sentia a dor mas ao mesmo tempo pensava que aquilo era tudo que eu desejava. Eu sentia segurança e também medo de não conseguir. Eu dizia ao meu companheiro que não aguentava, mas sabia que era só medo e que estava tudo bem. As contrações me pegaram desprevenida, mas aprendi a lidar com elas e conforme transcorria o tempo fui me condicionando, fiquei muito envolvida em meu processo e quiz ficar sozinha, compenetrada mesmo.Meu parto foi muito rápido, durou 4 horas, quando as parteiras chegaram eu já estava com 8 de dilatação, foi só o tempo de encherem a piscina. Quando penso em meu parto, sinto novamente aqueles momentos de delicadeza, de força perante o nascimento, de confiança e coragem. Hoje me sinto forte e tenho a certeza que passei pela experiência mais importante de minha vida. A nossa filha é linda, calma e forte. Tenho certeza que o parto em minha casa, com aquele clima de amor e confiança contribuiram para que ela fosse assim. Gostaria de agradecer às minhas queridas parteiras: A Vânia por me fazer enxergar que a maternidade e o nascimento independe de qualquer situação externa. Que o ato de parir é único e deve ser vivido e sentido profundamente, mesmo sendo uma cesariana por exemplo. Graças a ela e suas palavras pude fazer o que sempre quiz e ter minha filha em casa. Esse apoio emocinonal foi fundamental para mim. Agradeço a Iara por pentear os meus cabelos após o parto quando eu ainda estava na partolândia e nem pensava nisso. Essa sensação de ser cuidada foi especial e muito valorizada naquele momento, elas pensam em tudo mesmo. Agradeço a Joyce que mesmo não estando presente no parto foi essencial antes e depois me inspirando confiança e ensinando os primeiros passos da maternidade. Agradeço a Renata e Maira que me auxiliaram muito na amamentação quando fiquei preocupada e sem saber o que fazer com o inchaço e as dores em minhas mamas. Elas retiraram o leite com a maior paciência e me ensinaram a fazer sozinha. Agradeço também a Maira pelas fotos que tirou e pela preocupação em registrar os melhores momentos, registrando os objetos da casa e os momentos de dor e prazer. Essa equipe me ajudou a evoluir como ser humano. Agradeço a meu pai e sua esposa que propiciaram um ambiente tranquilo, acolhedor. Nos deram apoio prático e emocional, cuidando de mim, antes, durante e depois, fazendo com que eu me sentisse segura e confiante. Finalmente agradeço a meu companheiro Zama que até aquele momento não havia me dado conta de como era grande nosso amor. Ele foi perfeito, cuidou de mim, sentiu as dores comigo, dividiu as aflições, as alegrias, e na hora do parto me segurou com firmeza e pariu comigo. E por isso, é meu amor pra sempre.... E claro, não poderia deixar de agradecer à pequena Íris Luna que me deu a oportunidade de ser mãe e quiz nascer rápido para o trabalho de parto ser o mais tranquilo possível. Obrigaga à todos vocês que estarão em meu coração para sempre. Jéssica Leite
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