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Acreditamos que para o parto aconteça casa é preciso que a mulher e seus familiares e/ou pessoas significativas estejam cientes e em comum acordo quanto à filosofia do nascimento de forma natural, saudável, fisiológica. Como premissa a gestação deve ocorrer livre de riscos, ou seja, de complicações, como pressão alta, diabetes, entre outros, sendo chamada, portanto, de gestação de baixo risco. Para que o parto aconteça em casa este deve ser no prazo certo, a termo, entre 37 e 42 semanas de gestação. A mulher além de estar realizando o pré-natal com a equipe de enfermeiras deve também estar realizando o pré-natal com o médico, que irá confirmar a gestação de baixo risco e que de preferência esteja de acordo com o parto domiciliar, ficando de sobreaviso no momento do trabalho de parto e parto. Se o seu médico não está de acordo com a filosofia do parto domiciliar, podemos indicar um profissional. È necessário um relacionamento de qualidade estabelecido entre as pessoas que o compõe (mulher/família/equipe). Este é o pressuposto básico para um compartilhamento de responsabilidades na relação entre o profissional e a mulher. Este compartilhar de responsabilidades implica em saber que a função do profissional é expor os fatos de forma inteligível, honesta e sem preconceitos. Isto implica em apresentar com clareza os prós e os contras de uma indicação terapêutica, do uso de determinada tecnologia, da implementação de procedimentos, assim como, a de ouvir, acompanhar e, principalmente, respeitar o processo de decisão da mulher. Este respeito é baseado na compreensão de que tanto a equipe, quanto a mulher são pessoas adultas, capazes de tomar decisões e assumir responsabilidades, e, como qualquer ser humano, errar. Uma relação profissional-usuária adequada pressupõe o entendimento das conseqüências profundas que a gravidez, o parto e o nascimento produzem tanto de forma individual para cada mulher, quanto de forma coletiva para sua família e para a sociedade. Para nós, profissionais de saúde, o grande desafio que se coloca é o de integrar aquilo que hoje é considerado como adequado cientificamente (medicina baseada em evidências) com a sensibilidade em relação a cada mulher individualmente, favorecendo desta forma um relacionamento que seja adequado e efetivo (adaptado de Marcos Leite, 2005).
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