|
O universo fez juntar as peças e assim formar o grupo Hanami. Em março de 2003 eu estava cursando a terceira fase do Curso de Enfermagem, fazendo um estágio extracurricular no centro obstétrico do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina. Lá conheci Vânia Sorgato, enfermeira obstétrica, e naquele momento jamais poderia imaginar o quanto ela seria importante na minha vida. Vania estava assistindo a um parto, e conseguiu, de alguma maneira, transformar a atmosfera hospitalar em um ambiente acolhedor e aconchegante, possibilitando um nascimento lindo, humanizado e respeitoso. Fiquei encantada. A enfermeira Vânia passou a ser minha profissional ideal, um modelo a ser seguido. Em uma conversa naquele dia, ela me falou de um parto domiciliar que havia assistido em 2002, enfatizando que, aquilo sim é que era parto humanizado, por respeitar crenças e valores da mulher e sua família. Naquele momento uma cortina se abriu. Falei para ela que, quando ficasse grávida, a chamaria para atender ao parto no meu domicílio... Ela me olhou com uma cara de quem não estava acreditando muito... Mas o tempo passou e, grávida de algumas semanas, liguei para ela confirmando o desejo de que ela atendesse meu parto a domicilio. Ela estava animada, havia acabado de voltar de um estágio de três meses no Japão, vivenciando experiências de humanização do nascimento em casas de parto de lá. Ainda tive a sorte de fazer o pré-natal com o Dr. Marcos Leite, entusiasta e lutador incansável pela causa da humanização do nascimento, que me deu todo o apoio para um parto domiciliar. Encurtando a estória, até o nascimento de minha filha ela já havia atendido mais três partos domiciliares e eu seria a sua próxima cliente. Maria Flor nasceu em janeiro de 2005 e com ela um movimento diferente que mudaria minha vida.
Nosso trabalho de conclusão do curso de Enfermagem – meu e mais três amigas – versava sobre parto domiciliar atendido por enfermeira obstétrica, por isso convidamos a enfermeira Vânia para ser nossa supervisora. Ela não só aceitou como também abriu um campo de estágio para nós nos seus atendimentos e naquele ano (2005), a acompanhamos em sete partos domiciliares. A enfermeira Vânia atendia os partos sozinha, com o apoio logístico do seu então marido, o que era muito cansativo, por essa razão continuei à disposição dela para ajudar nos partos domiciliares. A clientela foi aumentando, eu viajei de férias, e no fim de 2005 havia mais uma mulher para ser atendida. Com isso, Vânia convidou Joyce Green, uma antiga acadêmica, para vir de Joinville a Florianópolis e se integrar à equipe.
Em 2006, muita coisa aconteceu para a formação do grupo Hanami. A enfermeira Vânia passou por um momento delicado, a enfermeira Joyce foi para o Japão, fazer o estágio nas casas de parto. E eu comecei atender junto com a Vânia. O trabalho aumentou e convidamos a enfermeira Renata (que fez parte daquele trabalho de conclusão de curso) para entrar na equipe. Nessa época Joyce voltou do Japão pronta para trabalhar, foi ela que, num momento de inspiração, sugeriu HANAMI para o nome do nosso grupo, e juntas complementamos “o florescer da vida”. Nossa equipe agora é formada para atender até dois partos domiciliares simultaneamente!
A enfermeira obstétrica Jacqueline Silva, que também fez estágio nas casas de parto do Japão, entrou no grupo em setembro de 2007, quando as solicitações aumentaram e uma das profissionais da equipe estava de férias. Naquele mês atendemos cinco partos domiciliares.
O Dr. Marcos Leite, médico obstetra, também faz parte da equipe, mas de uma forma diferente: ele não vai junto aos partos domiciliares, mas está sempre disponível para o seu apoio fundamental à equipe Hanami. Seu compromisso conosco é de coração, ideológico e científico. Além disso, grande parte de nossas clientes são clientes dele. E nossa equipe ficou assim:
VÂNIA SORGATTO - Enfermeira Obstétrica JOYCE GREEN - Enfermeira Obstétrica JACQUELINE SILVA - Enfermeira Obstétrica IARA SILVEIRA - Enfermeira RENATA BURIGO - Enfermeira MARCOS LEITE - Médico Obstetra
Nem todas estão presentes em todos os partos, mas sempre a equipe tem, no mínimo, uma enfermeira obstétrica e duas enfermeiras auxiliares no atendimento domiciliar. * Escrito por Iara Silveira
|