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Quais os riscos de um parto domiciliar planejado? |
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Parto Domiciliar: Respostas a Dúvidas Frequentes
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Ao contrário do que muitas pessoas pensam os riscos intra-hospitalares são muito maiores se comparado com o parto domiciliar planejado. No hospital a mulher entra em um protocolo igual para todas, que deve dilatar tantos centímetros por hora, que deve ser feito intervenções seguidas de intervenções para que ela entre no protocolo o que facilita a cascata de intervenções que culminará com o sofrimento fetal agudo e uma cesariana. No parto domiciliar é levado em conta a parte psicológica da mulher, seus medos, suas dúvidas e percebemos que muitas vezes são esses os aspectos que “empacam” o trabalho de parto. Portanto podemos chegar a conclusão de que as mesmas complicações do parto hospitalar podem aparecer no parto domiciliar, porém, em menor porcentagem. Desproporção céfalo – pélvica que é quando o bebê é maior que a pelve (bacia), falha da progressão, que é quando o bebê não desce na pelve ou desce e pára, entre outras. De acordo com Leite (2005) quando se propõe ou se apóia um parto domiciliar devemos ter em conta pelo menos quatro premissas: 1) A mulher tem que estar segura de sua opção, se estiver com medo e este medo não puder ser trabalhado, ela deve procurar uma alternativa; 2) O parto domiciliar (assim como em qualquer outro ambiente) deve ser acompanhado por profissional muito competente. Este profissional tem que ter recursos para resolução de problemas, identificação precoce de situações que requeiram transferência e, mais do que tudo, noção de limite; 3) Tem que se garantir um mecanismo de referência adequado; 4) Tem que haver um protocolo de inclusão. Realmente não acredito que toda mulher deva ter um parto domiciliar. Invocar que o corpo da mulher é perfeito é não entender que perfeição não existe. E, mesmo que existisse, pode ser bastante comprometido pelas cesáreas prévias, deixando assim de sê-lo.
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